Jean Michel Basquiat
Divulgação História e Arte

Com mais de 80 peças, entre quadros, desenhos, gravuras e pratos pintados, a incrível coleção com inúmeras obras-primas do artista Jean Michel Basquiat poderá ser conhecida no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo. As obras ficarão em exposição na capital paulista até 7 de abril.

A linguiça do irmão | 1983 | Acrílico, tinta a óleo em bastão e colagem de papel sobre tela | 122 x 476 cm
A retrospectiva Jean-Michel Basquiat foi concebida com obras da família Mugrabi, dona das maiores coleções de Basquiat e também Andy Warhol. As peças foram disputadas por diversos países, entre eles Coreia do Sul, Japão e Rússia. A incrível coleção chega ao país graças à ação conjunta do Banco do Brasil e da produtora Art Unlimited, com patrocínio da BB SEGURIDADE, da BRASILCAP e do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE. A curadoria é de Pieter Tjabbes.

VIDA CURTA, PRODUÇÃO MARCANTE

Basquiat nasceu em 1960 e morreu jovem, aos 27 anos, de overdose. Seu pai era haitiano e, sua mãe, descendente de imigrantes porto-riquenhos. Desde muito cedo, foi reconhecido como um garoto excepcionalmente inteligente. Influenciado pela família (com a qual viria a ter problemas no fim da adolescência, deixando a casa e vivendo até
Sem título alguns dias como um sem teto), rapidamente aprendeu, além do inglês, francês e espanhol,
e foi incentivado a desenvolver seu talento para as artes.

Leitor compulsivo, ainda criança foi atropelado quando brincava nas ruas do Brooklyn. No acidente, um de seus braços foi quebrado, e seu baço teve de ser retirado. Durante o longo período de recuperação, sua mãe deu-lhe um exemplar do livro Gray’s Anatomy, um atlas de anatomia humana do século XIX que influenciaria seus trabalhos artísticos mais de uma década depois.

Quando morreu, em 1988, Basquiat era uma estrela do cenário artístico de Nova York. Sua produção, marcada pelo uso, muitas vezes, de materiais simples, como papel comum, colagens, cópias reprográficas e a combinação de imagens humanas (com frequência inspiradas no livro de anatomia que sua mãe lhe deu) e palavras, atraía a atenção de críticos, curadores e, não menos importante, de compradores. Visitar o ateliê do artista era um evento explorado por seus galeristas, que conseguiam com isso alavancar o interesse pela novidade e pelos novos trabalhos de Basquiat.


Recentes exposições em Nova Iorque, Milão, Roma e Londres têm valorizado ainda mais sua produção e suas obras – em 2010, uma tela sua, Sem título (1982), foi vendida por mais de US$ 110 milhões de dólares num leilão, fazendo deste trabalho a mais cara obra e arte norte-americana já vendida. Em 2018, além do Brasil (SP, DF, BH e RJ), Alemanha (Frankfurt) e França (Paris) receberão mostras bem representativas do artista.

A produção artística de Basquiat tem início quando, aos 16 anos, ele começa a espalhar poemas e epigramas assinados como SAMO, junto com Al Diaz, por Nova Iorque. Os grafites e cartazes na linha D do metrô e em outras áreas de Manhattan atraíram a atenção do Village Voice, jornal independente que destacou a produção do grafite nova-iorquino, marcou uma geração de artistas e militantes LGBT nos Estados Unidos e permanece,
ainda hoje, ativo.

Basquiat torna-se um artista célebre, com aparições frequentes em programas de TV. Em 1979, o codinome SAMO é abandonado, numa intervenção na cidade que aumentou ainda mais sua notoriedade: a inscrição “SAMO is dead” apareceu grafitada no SoHo, no baixo Manhattan, bairro que marcou a história da arte norte-americana do período.
1980-1982


Em 1979, Basquiat formou uma banda com Shannon Dawson, Michael Holman, Nick Taylor, Wayne Clifford e Vincent Gallo, inicialmente chamada Test Pattern, mas depois rebatizada como Gray. Em 1980, essa banda realiza diversas performances em clubes da cidade. A banda faria a trilha do filme Downtown’81, escrito por Glenn O’Brien e dirigido por Edo Bertoglio. Também em 1980, obras de Basquiat são expostas na coletiva The Times Square Show, e no ano seguinte, abre a primeira mostra só de seus trabalhos, na galeria Annina Nosei. Em dezembro de 1981, um artigo publicado na Artforum torna Basquiat conhecido internacionalmente. Esse é um dos períodos mais produtivos de Basquiat. Algumas das peças de maior destaque da exposição que vem ao Brasil, como Hand anatomy (Anatomia da mão, 1982), Old Cars (Carros velhos, 1981), Selfportrait (Autorretrato, 1981), Do not revenge (Não se vingue, 1982) e Loin (Lombo, 1982) foram produzidas neste período. Muitos dos seus trabalhos dessa época foram pintados em portas, em esquadrias de janelas e em peças de madeira jogadas fora e que ele achava pelas ruas.

1983-1988

Em 1982, Basquiat conhece Andy Warhol, de quem se torna amigo. Entre 1984 e 1985, eles trabalhariam em parceria em uma série de quadros. Do trabalho conjunto, o público brasileiro poderá ver Heart Attack (infarto, 1984). Nesse período, Basquiat é um artista celebrado, disputado pelas galerias e com frequentes exposições internacionais. Apesar  do vício em heroína, sua produção se mantém. Em 1988, ano de sua morte, expôs em Paris (França) e em Dusseldorf (Alemanha). Entre os trabalhos desses anos, estará exposta no Brasil Rusting Red Car (carro vermelho enferrujado, 1984). De acordo com Pieter Tjabbes, “a habilidade de projetar sua poderosa personalidade e sua inteligência aguda para dentro de sua obra mantém as realizações de Basquiat sempre vivas”. É essa capacidade que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a Art Unlimited apresentarão ao Brasil em quatro capitais, em 2018.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo-SP
Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô
(11) 3113-3651/3652 | Quarta a segunda, das 9h às 21h
 www.bb.com.br/cultura
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
• Estacionamento conveniado: Estapar – Rua Santo Amaro, 272.
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação
República do Metrô.
Informações pelo telefone (11) 3113-3651/3652

Visitação com hora agendada
Para evitar filas e agendar a visita à exposição, acesse o site www.eventim.com.br ou app Eventim (Android ou IOS). Também é possível emitir seu ingresso na bilheteria física no CCBB São Paulo.

C


Meu nome é Patrícia Ribeiro. Sou formada pela Faculdade Cásper Líbero e já trabalhei como editora e repórter em revistas, jornais, sites e em assessoria de imprensa. Adoro contar histórias, sou curiosa e gosto de ouvir as pessoas. Como gosto de viajar, acabei escrevendo muitas reportagens de viagens e turismo e produzi guias de viagem nacionais e internacionais. Adoro a vida cultural da cidade e descobrir lugares novos. Resolvi aliar o que eu gosto do que faço no meu tempo livre neste blog e compartilhar minhas dicas com moradores e visitantes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *