Conheça São Paulo em 7 dias: passeios para moradores e turistas Agenda Cultural / Compras / É Grátis / História e Arte / Na natureza

São Paulo é colorida, multicultural, multifacetada e plural. História e tradição a gente também tem. Para ajudar um amigo a desbravar a pauliceia, sugeri a ele alguns pontos que o ajudasse a conhecer a cidade de um ângulo diferente e até pouco conhecido. Se você é morador, redescubra a cidade, se é turista, São Paulo vai te surpreender.

Pátio do Colégio

Pátio do Colégio

Dia 1 – região central

De manhã

Por onde começar? Pela região central, claro. Especificamente pelo centro velho. Foi lá que tudo começou no Páteo do Colégio. Aliás,….São Paulo era uma vila e foi fundada pelos jesuítas em 25 de janeiro de 1554. Lá, existe o Museu Anchieta que tem coleções de arte sacra, uma pinacoteca, objetos indígenas, uma maquete de São Paulo no século XVI, a pia batismal e antigos pertences de Anchieta, entre outras coisas. Além disso, tem o Café do Pateo, um lugar calmo e tranquilo que, ladeado pela natureza e pela histórica parede de taipa de pilão, é possível saborear um café e bater papo. (Largo Páteo do Colégio, 2 – Centro –https://goo.gl/vApC3F

Saindo de lá, bem pertinho tem o Solar da Marquesa de Santos, que é um exemplo do estilo de residência urbana do século 18. Lá é possível ver o acervo iconográfico e de bens móveis e históricos que foram organizados a partir de 2004.  Vale a visita. Hoje, o solar abriga o Museu da Cidade de São Paulo com exposições itinerantes (até o dia 2 de abril é possível ver, por exemplo, a mostra de fotografia publicitária brasileira). (Solar da Marquesa/Museu da Cidade – Rua Roberto Simonsen, 136 – Sé)

Outro lugar obrigatório na região é a Catedral da Sé, um dos maiores templos neogóticos do mundo. Inaugurada em 1919, o local tem câmaras mortuárias om os restos mortais dos arcebispos e personagens históricas como o Padre Feijó, regente do império, e o cacique Tibiriçá, primeiro cidadão de Piratininga, onde seria São Paulo. Em dezembro, o corpo do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, foi enterrado lá. É possível fazer uma visita guiada na cripta. Impressionante. (Praça da Sé) Outros detalhes sobre passeios na região você pode encontrar aqui.

Descendo as escadas da catedral, bem em frente, tem o marco zero. É um totem em forma de um prisma hexagonal revestido de mármore, foi instalado em frente à Catedral em 1934. Uma placa de bronze exibe um mapa das estradas que partem de São Paulo com destino a outros estados. O marco zero significa o zero geográfico da cidade, ou seja, todas as medições de distâncias usam esse ponto como referência.

A Praça da Sé é um dos principais pontos turísticos da cidade. Como registro, vale a pena olhar à esquerda da Catedral (quando você está orientado para entrar) para ver a sede do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Construído no estilo neoclássico, o edifício inaugurado em 1933 foi idealizado por Ramos de Azevedo inspirado no Palácio de Justiça da cidade de Roma. É uma linda construção.

Mais à frente da Catedral está o prédio da CAIXA Cultural São Paulo que também tem intensa atividade com shows e exposições gratuitas. (CAIXA Cultural São Paulo -Praça da Sé, 111 –https://goo.gl/hz69Se)

Antes do almoço dá pra passar pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) que abriu em 2001 e já entrou para a lista de lugares obrigatórios a serem visitados na cidade: ótimas exposições gratuitas, peças de teatro a preços acessíveis e a arquitetura do prédio que já vale a visita. E, por falar em exposição, no dia 25 de janeiro começa “O corpo é a casa”,  do artista austríaco Erwin Wurm  que mostra uma série de trabalhos que discute o corpo humano não apenas a partir do físico, mas também de suas camadas psicológicas e espirituais (De 25 de janeiro a 3 de abril de 2017, de quarta a segunda, das 9h às 21h) – Centro Cultural Banco do Brasil – Álvares Penteado, 112 – Centro – https://goo.gl/xjOk0j.

Mercado Municipal de São Paulo Foto: José Cordeiro/SPTuris

Mercado Municipal de São Paulo Foto: José Cordeiro/SPTuris

Tarde

Depois de tanta história e cultura começa a bater uma fome….que tal comer o famoso sanduíche de mortadela ou um pastel de bacalhau no Mercado Municipal e sentir os aromas do lugar ?  O prédio é um dos lugares mais bonitos de São Paulo.  O Mercadão foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933. A obra é de Ramos de Azevedo, responsável também por outros belos edifícios como o Teatro Municipal, Palácio das Indústrias, Pinacoteca, os Correios, entre outros. Veja aqui o que mais você pode encontrar lá. (Rua da Cantareira, 306 – Centro).

Saindo de lá, cruzamos a famosa 25 de março (sem compras hoje…), subimos a Ladeira Porto Geral para visitar um mirante. Sim! Vamos ver a cidade do alto a partir do centro da cidade!

Passamos pelo Mosteiro de São Bento. O local abrigava a Taba do Cacique Tibiriçá e foi doado pela Câmara de São Paulo em 1600 aos monges.  A construção atual do Mosteiro não é a mesma de séculos anteriores. Trata-se da quarta construção. As missas om órgão e canto gregoriano são as mais disputadas. No último domingo de cada mês o Mosteiro abre as portas do Refeitório com as iguarias feitas na padaria do mosteiro. (Largo de São Bento, s/n – Centro).

Terminamos o primeiro Dia de passeio na Casa Mathilde, a doçaria portuguesa que está na esquina da Praça Antônio Prado, perto do Edifício Altino Arantes e do Edifício Martinelli e é um presente para os olhos e, claro, paladar. Ampla variedade de doces, massas folhadas, bolos e tortas…hmmmm!!!  Saiba mas sobre o local aqui.(Casa Mathilde – Praça Antônio Prado, 76, tel.: (11) 3106-9605)

O jardim no topo do edifício surpreende os visitantes Foto: Patrícia Ribeiro/Passeios Baratos em SP

O jardim no topo do edifício surpreende os visitantes Foto: Patrícia Ribeiro/Passeios Baratos em SP

Dia 2 – região central 2

Como eu imaginava não conseguimos visitar todos os pontos da região central por isso propus ao meu amigo que voltássemos. Ainda tinha muito pra ver!

manhã

No dia anterior encerramos o passeio na casa da Mathilde. Tomando lá como referência, tínhamos outro mirante perto dali para visitar: ATENÇÃO, O EDIFÍCIO MARTINELLI ESTÁ FECHADO PARA VISITAÇÃO POR TEMPO INDETERMINADO. LIGUE ANTES DE IR. O Edifício Martinelli que tem um mirante e uma história incrível. Construído pelo milionário italiano Giuseppe Martinelli que queria fazer o edifício mais alto de São Paulo. E foi entre 1929 e 1936. Sua construção foi um acontecimento na época e muitas pessoas achavam que não era seguro. Hoje o edifício é ocupado por órgãos públicos e aberto para visitação turística. De lá, é possível ver o prédio Altino Arantes, o Vale do Anhangabaú e até a Serra da Cantareira. Veja aqui (Horários de visitação de 2ª a 6ª das 9h30 às 11h30 e das 14h às 16h. Fechado aos finais de semana e feriados. Agendamento de visitas monitoradas para grupos acima de 15 pessoas. Tel.: (11) 3104-2477.   Av. São João, 11 a 65, metrô Anhangabaú ou São Bento http://www.prediomartinelli.com.br/)

Saindo de lá, seguimos pela rua São Bento e saímos na Praça Patriarca, onde está a Igreja Santo Antônio de Lisboa, considerada a mais antiga igreja remanescente da cidade, tendo sido fundada nas últimas décadas do século XVI.

Seguimos em frente: Edifício Matarazzo, sede da prefeitura paulistana e que foi sede de uma das indústrias da família Matarazzo, até 1972, quando foi vendido ao Grupo Audi.  Depois, o prédio passou a pertencer à Prefeitura de São Paulo depois da renegociação da dívida da Companhia Municipal de Transportes Coletivos. Já em 2004, quando passou a abrigar a sede da administração municipal. ( Veja aqui mais informações Edifício Matarazzo – Viaduto do Chá, 15, Centro, visita guiada de segunda a quinta-feira, às 10h, 12h e 15h; às sextas-feiras, às 15h, 17h e 19h; e aos sábados, às 10h agendar com antecedência visitaedificiomatarazzo@spturis.com)

Saindo do prédio da prefeitura, seguimos pelo Viaduto do chá, o primeiro viaduto de São Paulo e tem esse nome porque havia nas proximidades uma extensa plantação de chá da Índia. Ele liga a rua Direita (Centro Velho) com a rua do Chá, atual rua Barão de Itapetininga (Centro Novo).

No fim do viaduto, está o Theatro Municipal que no começo do Século 20 era ponto de encontro da elite paulista. O arquiteto Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi fzeram o projeto e em 12 de Setembro de 1911, o Theatro Municipal foi aberto. O movimento modernista nasceu ali:   entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 um grupo de jovens artistas (Mário e Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, entre outros) deram início ao movimento modernista brasileiro. É possível fazer uma visita monitorada em que é possível ter acesso ao salão subterrâneo e se não tiver ensaio, também visitam a sala de espetáculos. A visitação acontece de terça a sábado.  Para fazer um passeio guiado pelo centro de São Paulo com uma guia de turismo e a visita guiada no Teatro Municipal, agende aqui. De terça-feira a sexta-feira: às 11h, 15h e 17h. Sábado e feriados: às 11h, 12h, 14h e 15h. Inscrições no local, a partir das 10h, por ordem de chegada, para todos os horários do dia. (Praça Ramos de Azevedo, nº 01)

Vista do Copan - São Paulo Divulgação

Vista do Copan – São Paulo
Divulgação

tarde

Depois de parar para o almoço no próprio teatro porque lá tem um bom restaurante, seguimos nosso passeio e fomos em direção ao Edifício Copan. Obra do arquiteto Oscar Niemeyer, o prédio foi projetado na década de 50 e representava as transformações e o crescimento que São Paulo estava vivendo. A visitação só é permitida de segunda a sexta, das às 10h30 e às 15h30 durante 15 minutos. Fechado nos feriados. Grátis.  LIGUE ANTES PARA CONFIRMAR SE ESTÁ ABERTO PARA VISITAÇÃO.  Visita acima de 10 pessoas tem que agendar por e-mail copansp@uol.com.br (Avenida Ipiranga, 200, Centro, Estação República, ligue antes para confirmar os horários de visitação. Tel.: (11) 3259-5917.  http://www.copansp.com.br/

Perto do Copan está o Edifício Itália. O segundo maior edifício da cidade, com 165 metros de altura e 46 andares é o Circolo Italiano, mais conhecido como Itália, na Avenida Ipiranga. Inaugurado em 1965, a obra foi de autoria do arquiteto alemão Franz Heep e logo tornou-se um dos principais cartões-postais da cidade.  O prédio simboliza a ascensão social dos imigrantes italianos que fizeram a vida em São Paulo. O mirante fica no restaurante no último andar,  o Terraço Itália, onde executivos se reúnem no almoço e ,à noite, casais vão jantar atraídos pelo romantismo e a vista do lugar. De segunda a sexta, das 16h às 17h, os visitantes podem ir ao mirante sem precisar consumir no restaurante. De lá é possível avistar o edifício Copan, o Altino Arantes, Elevado Costa e Silva, o Mercado Municipal e a prefeitura.  Em dias claros, é possível avistar a Serra da Cantareira. . Avenida Ipiranga, 344, 41ª andar – Centro – metrô República tel.: (11) 2189-2929. LIGUE ANTES PARA VER SE ESTÁ ABERTO PARA VISITAÇÃO.  http://www.terracoitalia.com.br/ e http://www.edificioitalia.com.br/

Pinacoteca tem várias exposições em cartaz Foto: Divulgação

Pinacoteca tem várias exposições em cartaz
Foto: Divulgação

Dia 3 – Pinacoteca e Jardim da Luz

Depois de dois dias agitados e cheio de informação, o terceiro foi um “pouco” mais tranquilo. Só um pouco.

O dia amanheceu bonito então fomos na direção da Luz. Isso mesmo. Primeira parada: Pinacoteca ou simplesmente, Pina que fica na estação Luz (do metro ou trem) . Siga a orientação na estação e na saída você já vai ver o museu. Dividida em três andares, respectivamente, térreo (a cafeteria e auditório), primeiro andar (exposições temporárias e biblioteca) e segundo (mostra do acervo). É possível fazer uma visita autoguiada ao se fazer a  locação de audioguia que está disponível em três idiomas: português, inglês e espanhol. A Pinacoteca é um dos meus lugares favoritos na cidade: o prédio projetado por Ramos de Azevedo em 1895 já vale a visita e a exposição permanente é um deleite. Já fui dezenas de vezes e não me canso.

Além disso, tem a charmosa cafeteria que fica no térreo. Pegar uma mesa do lado de fora e contemplar o jardim do parque da luz é ser transportado no tempo e no espaço!

Depois de ficarmos um bom tempo olhando os jardins fomos caminhar pelo parque.  O Parque da Luz foi criado como um horto botânico, aberto em 1825 ao público como Jardim Público da Luz. O Parque possuiu esculturas, estátuas, todas espalhadas pelos pontos da Cruz de Malta, que forma o espelho d’água.

Na Luz também está a Estação Pinacoteca, o Memorial da Resistência que ocupa o mesmo prédio da Estação Pinacoteca e que tem a entrada gratuita todos os dias. Lá é possível conferir a exposição de longa duração que faz uma reflexão sobre o controle, a repressão e a resistência no período da ditadura militar no Brasil.  Para saber mais sobre este roteiro, clique aqui. Os ingressos custam R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia) na Pinacoteca e na Estação Pinacoteca, sendo que adquirindo ingresso em um dos museus é possível visitar os dois endereços. Já aos sábados, a entrada é gratuita nos espaços. Pinacoteca do Estado de São Paulo Praça da Luz, 02 – Luz,  tel.: (11) 3324-1000, quarta a segunda das 10h às 17h30. Estação Pinacoteca Largo General Osório, Rua Mauá, 66 – Santa Ifigênia, tel.: (11) 3335-4990. Quarta a segunda, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.Memorial da Resistência de São Paulo Largo General Osório, 66 – Luz , telefone: (011) 3335-4990/ Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10 às 18h. Estação Luz – Linha

Parque da Luz. Praça da Luz s/n. Terça a domingo, das 9h às 18h. Telefones: (11) 3227-3545  Metrô Luz Outras linhas ligue 156 ou acesse SPTrans.

Lago das Linfeias - Jardim Botânico São Paulo - Foto: Patrícia Ribeiro/Passeios Baratos em SP

Lago das Linfeias – Jardim Botânico São Paulo – Foto: Patrícia Ribeiro/Passeios Baratos em SP

Dia 4  Jardim Botânico e Zoo

Aproveitamos o dia para continuar o contato com a natureza. Sim, São Paulo é cinza, mas tem algumas ilhas de  verde….Fomos para o Jardim Botânico, uma área de mata nativa preservada que conta com lindas escadarias, estufas, lagos, jardins (como o Jardim dos Sentidos, no qual é possível sentir o aroma e a textura das plantas), trilhas e também o Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues, uma boa opção para quem tem interesse na área e também para quem quer apenas fazer um piquenique ou uma caminhada. Para quem gosta de tranquilidade, este é o lugar. Com 360 mil m2 de área verde, lindas paisagens, lago, pequenas trilhas e mais de 380 espécies de árvores, é perfeito para curtir a natureza e tirar muitas fotos.  Leia mais informações aqui. (Jardim Botânico de São Paulo – Av. Miguel Stéfano, 3687- Água Funda)

Outro passeio imperdível é o Zoo de São Paulo que está pertinho do Jardim Botânico. Considerado o segundo melhor zoológico do Brasil e o quinto melhor da América Latina pelo site especializado em turismo TripAdvisor. Lá é possível ver uma grande diversidade de nativos da mata, anfíbios, aves, invertebrados, répteis e mamíferos. O zoológico ocupa 900.000m² de área e lá é possível conhecer espécies que estão em extinção, graças ao PECA, o Programa de Enriquecimento Comportamental Ambiental, que visa garantir o bem estar dos animais. O zoólogo oferece um passeio noturno em que é possível ver animais que caçam à noite. (Zoológico de São Paulo – Avenida Miguel Estéfano, 4241 – Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 17h. Tel.: (11) 5073-0811)

Os melhores ângulos da Pedra Grande - Parque da Cantareira

Os melhores ângulos da Pedra Grande – Parque da Cantareira

Dia 5 – Parque da Cantareira

Ainda dentro de um clima ecológico, eu quis mostrar o Parque da Cantareira. Acho incrível um parque daquele tamanho om uma das maiores áreas de mata tropical nativa do mundo situada em uma região metropolitana. São 7.900 hectares de remanescentes de Mata Atlântica com proteção de seus mananciais e abriga espécies animais ameaçadas de extinção, como o bugio, o gato-do-mato, a jaguatirica, o macuco, o gavião-pomba, o jacuguaçu e o bacurau-tesoura-grande. Possui espécies vegetais, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como a imbuia, a canela-preta e a canela-sassafrás. São três núcleos: Pedra Grande, Cabuçu, Águas Claras.  Leia mais aqui: O núcleo Pedra Grande tem uma trilha de 10 km que leva a um mirante em que dá para ver vários bairros da zona norte e até o Pico do Jaraguá. Ao lado, fica o Museu da Pedra Grande com maquetes e objetos.

Ibirapuera - Ken Chu

Parque do Ibirapuera Foto: Ken Chu

Dia 6 – Parque Ibirapuera

Parque do Ibirapuera. Não pode faltar. Lagos, vegetação, pontes e….museus! sim, no parque do Ibirapuera tem lugar pra cultura. Além do parque, é possível visitar o MAM, Museu de Arte Moderna, Oca, Museu de Arte Contemporânea, Museu Afro e o Pavilhão Japonês. E não é só, do lado de fora do parque, tem o Monumento às Bandeiras, cartão postal da cidade, e O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, o monumento que presta homenagem aos estudantes e soldados mortos durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

No Museu de Arte Contemporânea de São Paulo que fica no prédio onde funcionava o Detran, do outro lado do Parque do Ibirapuera há um acervo fixo de artistas contemporâneos e exposições temporárias.  O Museu de Arte Contemporânea foi criado em 1963 quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM de São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. MAC USP Ibirapuera  av. Pedro Álvares Cabral, 1301.  De terça a domingo das 10 às 18 horas. Grátis. http://www.mac.usp.br/mac/

Pavilhão Japonês

Dentro do Parque do Ibirapuera, lago de carpas, os belos jardins ornados com obras de arte, as árvores em miniatura (com alguns exemplares com mais de 80 anos) e arranjos florais. O jardim foi inspirado nos tradicionais conceitos japoneses, e reúne variadas plantas e flores típicas. Aberto às quartas, sábados e domingos (inclusive durante o carnaval). Sábado, às 15h e domingo, às 11h, concerto de música clássica japonesa. R$ 5 a R$ 10 (grátis para crianças até 4 anos e idosos acima de 65 anos).

Museu Afro Brasil

Outro museu dentro parque. Ele abriga mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII até os dias de hoje.

Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do Diretor Curador Emanoel Araujo, o Museu Afro-Brasil fica em um pavilhão de 11 mil m2 dividido em três pisos, há exposições permanentes e temporárias que valorizam a influência afro-brasileira em todos os aspectos da construção da identidade brasileira. Atualmente, está divido em 6 núcleos: África: Diversidade e Permanência, Trabalho e Escravidão, As Religiões Afro-Brasileiras, O Sagrado e o Profano, História e Memória e Artes Plásticas: a Mão Afro Brasileira. Museu Afro Brasil  Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera – próximo ao Portão 10 – Tel: (11) 3320-8900 Horário de Funcionamento :  3ª feira a domingo, das 10h às 17h. R$ 6 e R$ 3 (meia entrada). Grátis aos sábados.  O agendamento deverá ser solicitado sempre pelo e-mail: agendamento@museuafrobrasil.org.br

Paulista – São Paulo (SP) – 17.04.2013 – Geral – Avenida Paulista- Vista da Avenida Paulista no cruzamento com a Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Foto: Jose Cordeiro/SPTuris

Paulista – São Paulo (SP) – 17.04.2013 – Geral – Avenida Paulista- Vista da Avenida Paulista no cruzamento com a Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Foto: Jose Cordeiro/SPTuris

Dia 7 – Paulista

Último dia de passeio e sim fomos para a av. Paulista. A avenida favorita dos paulistanos. Onde todas as tribos se encontram. Além da importância histórica e financeira, a Avenida Paulista também é um dos principais pontos turísticos da cidade. Motivos não faltam: MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), o Parque Trianon, o Conjunto Nacional, Casa das Rosas, Itaú Cultural, Fnac , Livraria Cultura, além dos poucos casarões que restaram. Deixe a Paulista para o último da por um motivo muito simples: além dos museus e tudo que tem pra ser visitado na avenida, aos domingos, ela é fechada para o lazer. É o dia que dá pra andar no meio da avenida a pé, de patins, de sate, de bicicleta na ciclofaixa. Clique aqui para ver um roteiro completo.

Se você for lá de domingo já sabe: vá cedo para aproveitar tudo o que a Paulista pode oferecer.

Nesse mês de janeiro, o MASP (Museu de Arte de São Paulo) abre todos os das e às terças-feiras, tem entrada gratuita. Ele é um dos maiores da América Latina e conta com obras de Van Gogh, Renoir, Monet, Picasso e muito mais.

Bem em frente ao museu tem  o Parque Trianon, o Parque Tenente Siqueira Campos. Pequeno, mas bem arborizado, tem playgrounds e aparelhos de ginástica e uma estátua de Victor Brecheret, o Fauno. Percorrer as trilhas feitas de pedras portuguesas no meio da agitada avenida é excelente para relaxar. Aos domingos, do lado de fora, tem a feira de artesanato.

O Centro Cultural Fiesp tem programação variada e gratuita de shows, concertos, peças de teatro, exposições, mostra de filmes, palestras. As atrações são concorridas. Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1.313

No começo da avenida Paulista fica a Casa das Rosas, um casarão projetado por Ramos de Azevedo (ele de novo..),  cercada por um lindo jardim, conta com orquidário e um café.  A Casa das Rosas é o núcleo dos apreciadores da literatura e poesia.  Aqui funciona também o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura que promove saraus, palestras, cursos, oficinas, exposições,  feiras culturais, concertos e muito mais. É possível também agendar uma visita educativa gratuita na recepção. O Museu possui entrada gratuita todos os dias. Casa das Rosas: Av. Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô – linha verde, telefone (11) 3285-6986 / (11) 3288-9447 – www.casadasrosas.org.br

O Itaú Cultural fica no número 149 da Avenida Paulista e abriga vários eventos como exposições, peças de teatro, shows, oficinas, vivências, cursos e palestras. Tem um acervo fixo e uma programação que muda todo mês. Lá tem um acervo bem interessante que merece a visita. No Espaço Olavo Setúbal tem uma exposição permanente que conta a história do Brasil através de obras de arte, moedas, cartas e mapas. A visita acontece sempre de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h, e sábado e domingo, das 11h às 20h.


Jornalista freelancer, com pós-graduação em comunicação organizacional, paulistana, ansiosa, gosta de tecnologia, de ler, de viajar,adora programas culturais, frequenta o Sesc etc. etc.

Comments

  1. Elda M. G. Johansen Says: março 2, 2017 at 8:35 pm

    Estupendo! Amo São Paulo!

  2. Ana Cardoso Says: março 3, 2017 at 2:20 am

    Achei a visita da cripta bem superficial. Não valem o preço que cobram. E triste a cidade que tem Fnac como ponto turístico

    • Patrícia Ribeiro Says: março 3, 2017 at 12:44 pm

      Oi, Ana. Quem faz a monitoria à cripta é um funcionário da arquidiocese, seria interessante você dar este feedback para eles. Obrigada e continue acompanhando o blog.

  3. Andrea Godoi Says: março 3, 2017 at 12:06 pm

    Otima descrição de SP, acrescentaria o edificio Copan, um marco na arquitetura SP e pertinho dali o cemiterio da Consolação pra quem for ao Edificil Italia é pertinho tambem. Há muito que descobrir e redescobrir, Liberdade, Bixiga etc e etc. Adoro cada canto, cada olhar, as igrejas, a arquitetura, a comida, todos os lugares do mundo num só. Amo td isso. Parabens!

    • Patrícia Ribeiro Says: março 3, 2017 at 12:43 pm

      Oi, Andrea. O edifício Copan está no texto sim. Não dá para colocar tudo num único texto, mas se pesquisar, já falei de todos os lugares citados por você. Continue acompanhando e compartilhando nossos posts. Obrigada pelo carinho.

  4. Adorei as dicas, adoraria se tivesse um link de mapa com os pontos marcados. Pra quem não é da cidade e não pode levar um amigo junto é meio difícil de se achar. Vou fazer a pesquisa aqui no maps e tentar o role do primeiro dia.

    • Patrícia Ribeiro Says: março 10, 2017 at 11:32 am

      Cecília, realmente sua dica foi boa. Vou tentar fazer para os próximos o link com o mapa. Os pontos turísticos do centro são próximos de estação de metrô e você pode descer, por exemplo, na Sé, e fazer tudo caminhando. Obrigada e continue acompanhando o blog.

      • Fiz o passeio, foi ótimo. Me perdi muitas vezes, mas acabava achando outra coisa que estava no meu roteiro. Achava que estava indo pra um lado e ia pro outro, deu uns prints no maps mas não foi muito efetivo. Quase comprei um mapa de papel com pontos turísticos. Mas no fim me virei bem e achei tudo! Obrigada pelas dicas!

        • Patrícia Ribeiro Says: março 14, 2017 at 7:04 pm

          Oi, Cecília em frente à Prefeitura, no edifício Matarazzo, tem um posto de informações turísticas com mapas. Só lembrei agora e também tem na Praça da Republica. Eles dão mapas e folhetos gratuitamente. Esta é a graça de viajar/passear. Você se perde, mas encontra outras coisas interessantes no caminho. Isso é descobrir a cidade, seja a nossa, ou outro destino quando viajamos. Continue acompanhando o blog. Abraços.

  5. Gostaria desaber quando você visitou o Altino arantes?pois um tempo atras estava fechado

    Obrgada

    • Patrícia Ribeiro Says: março 30, 2017 at 11:00 am

      A Sueli, que escreveu este post, visitou o prédio, mas já faz algum tempo. Realmente, o prédio está fechado para visitação, mas você pode ir no Edifício Martinelli que está aberto durante a semana. Já coloquei as informações no texto.

  6. daniel briganti Says: julho 8, 2017 at 10:09 pm

    Existem muitas coisas curiosas em sao paulo que tornam interessantes qualquer roteiro turistico.
    a saber:
    mausoleu dos matarazo (o maior do brasil) as varias obras de arte no cemiterio da consolaçao.
    Os buracos de balas de canhao na torre da luz(O que sobrou da usina da luz)deu nome ao bairro.
    o predio “de ouro para o bem de sao paulo”. construido pelos padres com o dinheiro que sobrou da rev.constitucionalista.
    A vista da casa do anchieta para o parque dom pedro aonde existia uma tribo de indios que atacava o colegio dos jesuitas.Um pedaço do primeiro muro de sao paulo.
    A igreja do frei galvao(primeiro arquiteto do brasil) aonde pode se ver sua construçao em taipa.
    O maravilhoso presepio com 1800 personagens no museu de arte sacra.
    O tumulo do Sena no morumbi.
    A casa de taipa no antigo caminho para santos do quadro da independencia no museu paulista no ipiranga.
    Alinda igreja do carmo e de sao francisco.
    O alicerce do primeiro edificio de sao paulo aonde se cobrava entrada para subir no parque da luz em frente a estaçao da luz .
    O primeiro aquario publico no parque da luz.Descoberto por acaso na reforma no governo do celso pita.
    A passagem subterranea no batalhao tobias de aguiar.
    A porta da prisao que existia na av tiradentes por onde passou preso o monteiro lobato.

    • Patrícia Ribeiro Says: julho 9, 2017 at 3:32 pm

      Oi, Daniel. Obrigada pelas dicas. A maioria do que falou nós já escrevemos sobre estes lugares no blog (faça uma busca) ou temos passeios que passam por alguns destes lugares com um(a) guia que conta toda a história e curiosidades sobre os lugares. Confira a programação dos nossos passeios. http://passeiosbaratosemsp.com.br/

  7. tem como contratar alguem para fazer esse tour conosco?

    • Patrícia Ribeiro Says: agosto 3, 2017 at 10:28 am

      Teka, isto não é tour, é apenas sugestão de lugares para conhecer em São Paulo. Caso queira fazer um passeio privativo para seu grupo, podemos montar um roteiro, envie-nos um e-mail dizendo a data, quantas pessoas e os lugares que deseja visitar. Lembramos que os nossos passeios são a pé. Conheça nossos roteiros no site http://passeiosbaratosemsp.com.br/

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