Fugidinha para Itapecerica da Serra: parque e Templo Kinkaku-ji bate e volta / Na natureza / Viagens por aí

Para quem anda estressado (quem não anda?) a solução é procurar lugares e atividades para desacelerar. Neste mês resolvi colocar em prática um plano que tinha já fazia um tempo (sim, eu tenho listas de coisas que quero fazer / conhecer) – conhecer o Templo Kinkaku-ji de Itapecerica da Serra, a cerca de 60 km de SP.

Jardim do Templo Kinkaku-ki Foto: Dani Nogueira

Jardim do Templo Kinkaku-ki
Foto: Dani Nogueira

O blog e agência de turismo Passeios Baratos em São Paulo  oferece um passeio dia 5 de novembro para o templo, com um workshop, meditação guiada e visita ao Embu das Artes, guia de turismo, transporte de ida e volta, lanche de bordo. R$ 110. Vagas limitadas. Faça sua reserva: contato@passeiosbaratosemsp.com.br

O templo não é um local com finalidades turísticas, e sim um local cerimonial. O Kinkaku-ji é a réplica de um templo homônimo localizado em Quioto, no Japão, construído no século XIV e folheado a ouro. Kinkaku-ji significa assim, Templo do Pavilhão Dourado. O templo brasileiro é ecumênico e é também um cinerário, enquanto o templo japonês é um local zen-budista.

Ao chegar ao local vamos percorrendo uma pequena trilha em meio a uma vegetação bem bonita, com jardins bem cuidados, muitas árvores e um barulho permanente de água corrente. Esse era o único som que me acompanhava durante meu percurso.

O templo Kinkaju-ji fica em Itapecerica da Serra Foto: Dani Nogueira

O templo Kinkaju-ji fica em Itapecerica da Serra
Foto: Dani Nogueira

No meio do caminho existem columbários imponentes, feitos com mármore negro e com ideogramas gravados. Ali são guardadas as cinzas das pessoas que foram cremadas. Em outros locais existem columbários menores, como “pequenas gavetas”.

E ai você se dá conta e me pergunta: “credo, mas esse lugar é então um cemitério?” É, pode chamar assim se quiser… Mas faço aqui uma advertência: deixe seu preconceito de lado e relaxe! O lugar tem uma energia ótima e a paz que senti ali foi enorme!

Para chegar ao templo é necessário fazer uma pequena trilha Foto: Dani Nogueira

Para chegar ao templo é necessário fazer uma pequena trilha
Foto: Dani Nogueira

Ao final da trilha nos deparamos com o lindo Kinkaku-ji. Como é bonito!

Dentro do templo as paredes são “forradas” de columbários, existem cadeiras e um pequeno altar onde são oferecidos incensos.

Acendi um incenso, ofereci a todos que ali estavam, me sentei por uns minutos nas cadeiras e, contemplando o silêncio, fiz uma oração e agradeci aos meus ancestrais pela vida que tenho, honrando a memória de todos que me precederam.

Saí do templo e antes de contornar o lago, entrei no templo vizinho, o Enkoji (Templo do Círculo Luminoso) que tem cadeiras e altar, com função cerimonial, e umas “almofadinhas” para atividade de meditação (que aos domingos acontece às 10h).

O templo é frequentado por praticantes de meditação e cerimônias Foto: Dani Nogueira

O templo é frequentado por praticantes de meditação e cerimônias
Foto: Dani Nogueira

Bem ao lado do Enkoji existe uma área com vários pinheiros, como um pequeno bosque. Do outro lado, numa das margens do lago, separado pelo gramado, um belo corredor de cerejeiras ainda “secas”.

Estendi minha canga na grama, sentei de frente para o lago e para o Templo e ali fiquei, pensando em nada, me aquecendo ao sol, desacelerando meu corpo e minha mente enquanto admirava o belo cenário.

 Depois de um tempo já era hora de ir embora… A sensação que me acompanhou, mesmo depois de deixar o local foi de uma grande paz e percebi que a escolha da fugidinha daquele dia tinha sido perfeita!

O lugar proporciona sensação de paz e tranquilidade Foto: Dani Nogueira

O lugar proporciona sensação de paz e tranquilidade
Foto: Dani Nogueira

Como chegar:

Programe o Waze como Templo Kinkaku-ji e vá em frente. Da região de São Paulo que moro (Zona Leste), levei cerca de 1 hora (fui pela Régis Bittencourt e voltei pelo Rodoanel).

Itapecerica da Serra é uma cidade sem atrativos e a sinalização para o templo, além de precária, só aparece quando já estamos mais próximos. Em alguns trechos do caminho, já “perto”, o asfalto sumiu. Não tema! Confie no santo GPS, peça a benção do protetor de carter e siga em frente que está tudo certo! Vai valer a pena!

Importante: NÃO entre à direita onde a placa indica ENKO-JI. Meu espírito de aventura me mandou por ali, mas não foi uma boa ideia. A estrada era tão estreita que quase não consigo manobrar para retornar.

Rua Camarão, 220/330, Chácara Palmeiras, Itapecerica da Serra, tel.: 4666-4895. R$ 5. Não  há transporte público até o parque. Do Terminal Capão Redondo pegar o ônibus Jardim São Marcos (340) e descer na Rua Manuel Maximino Rosa, 1021. O parque fica a 2,6 km.

 Dicas:

  • O local não dispõe de lanchonete. Se sua permanência for maior ou se estiver com crianças, prepare um lanche e faça um piquenique na beira do lago, que é super agradável.

  • Na recepção há banheiro e um balcão com venda de refrigerantes e água. Na parte do templo não há banheiros.

  • A floração das cerejeiras acontece entre fim de julho e fim de agosto. Tente ir nessa época, pois se já foi lindo sem flores, imagino com elas…

  • No período da manhã o sol está atrás do templo e as árvores da mata projetam sombras sobre o prédio. Para fotografias a luz do período da tarde certamente será melhor.

  • A entrada custa apenas R$ 5,00. Maiores informações pelos telefones: (11) 4666-4895 e 4667-3944

  • Passeio perto de São Paulo para desalecerar: Templo Kinkaku-ji Foto: Dani Nogueira

    Passeio perto de São Paulo para desalecerar: Templo Kinkaku-ji
    Foto: Dani Nogueira

    Este post é do blog Viajettes.com cedido gentilmente pela Daniela Nogueira. Confiram!

Sobre a autora: Sou educadora da rede pública, mas é nas viagens que me realizo. Esse bichinho sempre esteve comigo, mas precisou que um ex namorado o alimentasse e foi com ele que aprendi a “conhecer o mundo”. Como todo pé na bunda te empurra pra frente, foi nessa situação que comecei a viajar sozinha, e nunca mais parei! Hoje já pisei nos cinco continentes e fiz roteiros que antigamente eram impensáveis. Os planos para o futuro? Dominar o mundo!

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Meu nome é Patrícia Ribeiro. Sou formada pela Faculdade Cásper Líbero e já trabalhei como editora e repórter em revistas, jornais, sites e em assessoria de imprensa. Adoro contar histórias, sou curiosa e gosto de ouvir as pessoas. Como gosto de viajar, acabei escrevendo muitas reportagens de viagens e turismo e produzi guias de viagem nacionais e internacionais. Adoro a vida cultural da cidade e descobrir lugares novos. Resolvi aliar o que eu gosto do que faço no meu tempo livre neste blog e compartilhar minhas dicas com moradores e visitantes.

Comments

  1. Excelente post! Adorei as dicas 😉

  2. Adorei o post, os detalhes… Muito Obrigada.

  3. Solange Alves Says: agosto 6, 2016 at 2:57 am

    Nossa simplesmente amei, obrigada pela dica!
    Lindo!
    irei concerteza…

  4. Muito obrigado por todas as dicas!

  5. Parabéns pelo blog ,bem informativo e com excelentes opções de passeio ,muito bom mesmo.

  6. Sachiko Says: maio 2, 2017 at 8:29 pm

    é um lindo lugar.. é uma pena que Eu nunca irei poder ir ai.. ninguém fica satisfeito só com fotos .. talvez daqui a 50 anos.

  7. Adriana T Cardoso Folttran Says: julho 15, 2017 at 2:38 pm

    OI! Amei a dica, mas quanto ao piquenique não é apropriada já que é um cemitério e seria desrespeitoso com os frequentadores!!!

    • Patrícia Ribeiro Says: julho 17, 2017 at 11:01 am

      Oi, Adriana. Que bom que gostou. Eu não fui, mas quem já foi diz que é comum ter piqueniques lá, já que não há lugar para comer e as pessoas tem que levar o próprio alimento. Obrigada e continue acompanhando.

  8. Carolina Rissi Says: setembro 25, 2017 at 1:26 pm

    Obrigada pela dicas, adorei!!!

  9. Carolina Rissi Says: setembro 25, 2017 at 1:28 pm

    Obrigada pelas dicas, adorei!!!

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