Referências sobre cachorros estão em toda parte
Foto: Vilma Alcântara Agenda Cultural / É Grátis

Idealizado a partir de um coletivo, a Matilha Cultural, hoje, é considerada um dos centros culturais mais diversificados da cidade. Inspirada inicialmente pela paixão aos cachorros e a produtora de cinema OLLDOGS, ela surgiu como sala de cinema – onde pode, até hoje, levar seus pets para assistir uma sessão -, mas redesenhado após algum tempo tornou-se um espaço multicultural, sem perder o foco em seus ideais: socioambiental e produções independentes.

Matilha Cultural abriga exposições temporárias Foto; Vilma Alcântara

Nas palavras de Ricardo Costa um dos idealizadores: “Nossa proposta é também ser um espaço comprometido com as novas tendências fundamentalmente contestadoras da produção artística, além de promover, com nossas ações, a conscientização sobre o meio ambiente com um olhar atento sobre nosso contexto sustentável”

A Matilha busca patrocínios institucionais e por projetos para se manter e, também, aluga seus espaços para eventos privados, por isso, se quiser fazer um evento pense nesse local , que além de ter toda infraestrutura , você estará contribuindo para a sustentabilidade de um espaço cultural que transforma e faz refletir.

A sala de cinema exibe documentários e produções independentes Foto: Divulgação

A sala de cinema exibe documentários e produções independentes
Foto: Divulgação

Fui visitar o espaço no último dia da exposição Arte Tapajós Livre, que fez parte do calendário Setembro Verde já em sua sétima edição. Composto por exposição, debates, palestras e sessão de cine-debate, a exposição te convida a conhecer e refletir sobre a realidade da construção de hidrelétricas no Rio Tapajó e todo o impacto que irá causar no coração da floresta amazônica.

O espaço é divido em três andares onde referências aos cachorros estão em toda parte: grafites, camisetas, canecas, estátuas. É onde seu cachorrinho pode conviver com a arte em todos os espaços.

O espaço promove happy hour com DJs

O espaço promove happy hour com DJs

O primeiro espaço (subsolo) é onde fica a galeria e coffee shop. As exposições não são permanentes, por isso, se for a partir de hoje não mais verá a exposição que citei acima, mas sim a Por ser menina, que retrata a realizada das meninas da América Latina com o objetivo de conscientizar a importância da igualdade de gênero e incentivo ao protagonismo das meninas.  Aqui a cada 15 dias rola um happy hour às quintas-feiras, o espaço é aberto para interação ao som de DJs.

Na continuação da galeria, um café muito aconchegante com jardim e wi-fi liberado, onde você pode usar como espaço para estudo e trabalho também. O cardápio é vegano e/ou vegetariano, e dá-se prioridade aos produtos orgânicos e de cooperativas: comi um delicioso bolo de doce-de-leite com castanhas e canela acompanhado de um café.

O espaço também tem um coffee shop Foto: Vilma Alcântara

No primeiro andar, o espaço Arena. De piso de madeira e tijolos expostos, vale ressaltas que é todo material vindo de demolições e aqui ocorrem peças de teatros, exposições workshops, shows, estúdio de gravação para entrevistas, ou seja, multiuso. Aqui estava a parte mais multimídia da exposição que visitei com detalhes para o cenário de floresta construído com caminhos feitos de folhas secas.

No último andar está a sala de cinema, o Cine Matilha, com 68 lugares, e tem como características na programação o cinema independente, filmes e documentários socioambientais.

Existe um projeto inclusivo para pessoas em situações de rua, o Cine Digno. Nele, aos domingos, as sessões são abertas para essas pessoas. Na verdade, não há restrição nunca e em nenhum local do espaço, mas ficou um convite mais formalizado aos domingos.

A galeria abre espaço para artistas independentes Foto: Divulgação

No mesmo andar do cinema tem a biblioteca onde você pode trocar um livro por outro ou apenas desfrutar do espaço com sofás, cadeiras e mesas para sua leitura, acesso à internet e reuniões de trabalhos e/ou estudos. Na vidraça um print de cachorro que reforça a marca registrada.

Ah, e por último e não menos importante: todos os domingos ocorre a feira de adoção de animais abandonados em parceria com a ONG Natureza Forma. Por ali, cerca de 500 animais já encontraram seus lares definitivos.

Vale lembrar que toda programação na Matilha é gratuita.

Além de mostras, a Matilha Cultural promove happy hours com DJ e feira de adoção de animais Foto: Vilma Alcântara

Além de mostras, a Matilha Cultural promove happy hours com DJ e feira de adoção de animais
Foto: Vilma Alcântara

Site Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 – Centro. Confira a programação no site e Facebook.

Tel.: (11) 3256-2636 De terça-feira a domingo, das 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h

Wi-fi grátis

Entrada livre e gratuita, inclusive para cães

 


Meu nome é Vilma. Sou paulistana e não vivo uma relação de amor e ódio com a cidade: sou uma apaixonada assumida por São Paulo. Formada em Letras (Português e Inglês) pela UNIP, mas sempre trabalhei no meio corporativo. Meu interesse por eventos culturais começou bem cedo. Vizinha do Centro Cultural São Paulo, todos os dias, depois da aula, passava tardes inteiras por ali aproveitando tudo o que podia. Como sou uma pessoa de múltiplos interesses – música, literatura, teatro, cinema, passeios ao ar livre, cultura pop, em geral, e gastar pouco e me divertir muito – logo virei ponto focal entre amigos e colegas de trabalho sobre o que de melhor estava acontecendo na cidade e, aí está uma das outras coisas que adoro: compartilhar conhecimento. Uma outra é criar roteiros: seja de passeios pela cidade, seja para uma viagem de muitos dias. Desejo disseminar o que há acontece na cidade para além dos segundos cadernos.

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