Farol Santander apresenta nova exposição – Etnos – Faces da Diversidade Agenda Cultural

Máscaras sempre me fascinaram, elas podem te vários sentidos, sejam ritualísticos, carnavalescos, nas lutas e guerras, na sexualidade, nos heróis, nas artes….A nova exposição do Farol Santander ETNOS – Faces da Diversidade surpreende ao reunir máscaras de 42 países e cinco continentes. Uma mostra lúdica e cheia de significados.

Não fazia ideia de como estas máscaras estão ligadas a uma cultura um povo e como elas são cheias de simbolismo e significados. Todas as máscaras terão um verbete ao lado, com informações sobre os ritos, os mitos e a simbologia envolvidos em cada representação. São dois andares para explorar e se divertir. O mais engraçado é poder experimentar algumas máscaras que ficam disponíveis para o público.

Você pode ser o Coringa, o Dalí de La Casa de Papel, um super-herói, ou qualquer coisa que vier à cabeça.  Outra opção bem divertida é poder tirar fotos e aplicar sobre si o filtro MSQRD, com diversas opções de máscaras para selfies disponíveis. Tem bruxa, ET, animais, Batman, é só soltar a imaginação e se permitir ser um personagem diferente.

A coleção  retrata a diversidade cultural por meio de máscaras usadas nos mais diferentes contextos: da ópera chinesa de Sichuan aos eventos de cosplay e festas de Halloween nos Estados Unidos, passando pelo medieval teatro Nô japonês, ritos de povos indígenas latino-americanos ou de aborígenes de Papua Nova Guiné, cerimônias de iniciação de povos africanos, carnavais europeus e festivais de ano-novo no Extremo Oriente.

Misturando tradição e transgressão num conjunto de máscaras ainda em uso na contemporaneidade, a exposição tem itens que marcaram gerações na cultura pop, com personagens ícones do cinema e da música, entre eles Darth Vader, Batman, Homem de Ferro, Salvador Dalí (La Casa de Papel), Anonymous, Daft Punk, Jason (Sexta-feira 13) e Hannibal Lecter. Um dos destaques é a máscara de Medusa confeccionada pelo artista James Merry para a cantora Björk, que confere ares pós-modernos para um dos mitos mais antigos da cultura ocidental.

Instalada nos andares 22 e 23 do Farol Santander, a exposição fica aberta ao público até 5 de janeiro de 2020. Exibidos face a face com o visitante, os artigos serão explorados não somente em suas formas originais, mas também projetadas em movimento. As máscaras contemplam cinco continentes, representando 42 países, entre eles Brasil, EUA, França, Itália, Indonésia, Angola, Bolívia, Guatemala, Sibéria, Zâmbia, Tailândia, Espanha, Colômbia, China, Japão e México. Para montar a exposição, a curadoria contou com a cessão temporária de máscaras de mais de 20 coleções e museus do mundo, como o Museu do Oriente (Portugal), Memorial da América Latina e Museu do Índio.

Tendo como inspiração a obra O Herói de Mil Faces, do mitólogo americano Joseph Campbell, a exposição transforma máscaras em objetos de contemplação e propõe reconhecer a diversidade cultural das mais variadas etnias, ao mesmo tempo em que identifica, nestas diferenças, algo em comum na essência humana. Em praticamente todos os grupos étnicos, independentemente de épocas ou tradições, é conhecido o uso de artefatos faciais: máscaras, adornos ou pinturas, que remetem a estados como poder, transgressão, anonimato, sexualidade, sabedoria, guerra, humor, entre outros. A máscara carrega o símbolo do que as pessoas são, e o que se quer incorporar ao vesti-la, como o nariz de palhaço e a netsuke japonesa.

Ganesha – Credito Tanilha

Entre os destaques da exposição estão as máscaras relacionadas ao cinema, passando por obras políticas até os clássicos do terror. Na área infantil, uma coleção específica de 12 máscaras será separada e colocada para as crianças usarem nas visitas à mostra.

Outro espaço aborda artistas contemporâneos que produziram máscaras, entre os quais o brasileiro Stephan Doitschinoff, o português Miguel Moreira e Silva, o camaronês Pascale Marthine Tayou e a inglesa Damselfrau.

Uma instalação em formato de arco permite que o visitante se veja usando 14 máscaras diferentes ao mesmo tempo, usando um jogo de espelhos. Uma coleção de máscaras também foi selecionada para adaptação e leitura de deficientes visuais. A mostra é apresentada pelo Ministério da Cidadania, com patrocínio do Santander e produção da Magnetoscópio.

Sobre Marcello Dantas

Marcello Dantas é o nome por trás de algumas das principais mostras de arte no Brasil. Foi responsável pela curadoria de “Ai Weiwei – Raiz”, na Oca em São Paulo, a maior mostra já realizada sobre a obra do artista chinês, premiada pela APCA como melhor exposição internacional de 2018. Organizou a premiada exposição “Still Being”, do artista britânico Antony Gormley, realizada em São Paulo, Rio e Brasília, sendo a sétima mais visitada no mundo em 2012, segundo o “The Art Newspaper”. Também foi responsável pelo evento de arte pública OiR – Outras Ideias para o Rio, que contou com quatro edições entre 2012 e 2017.

Dantas assinou a curadoria de exposições de artistas estrangeiros de renome, como Anish Kapoor, Jenny Holzer, Michelangelo Pistoletto, Peter Greenaway, Rebecca Horn, Bill Viola, Christian Boltanski e Laurie Anderson. Esteve à frente também da concepção de diversos museus, entre os quais o Museu da Língua Portuguesa e a Japan House, em São Paulo; o Museu do Homem Americano e o Museu da Natureza, no Piauí; e o Museu do Caribe, na Colômbia; além da Bienal de Vancouver de 2014 e 2018 e a Estação Pelé, em Berlim, na Copa do Mundo de 2006. No Farol Santander, Marcello Dantas foi curador das exposições Saramago – os pontos e a vista e Hebe Eterna.

Serviço Farol Santander – ETNOS – faces da diversidade

Quando: 08/10/2019 a 05/01/2020

Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Entrada acessível: Rua João Brícola, 32

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Funcionamento: terça a domingo

Horários: 09h às 20h (terça a domingo)

Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander)

site e bilheteria física no local


Meu nome é Patrícia Ribeiro. Sou formada pela Faculdade Cásper Líbero e já trabalhei como editora e repórter em revistas, jornais, sites e em assessoria de imprensa. Adoro contar histórias, sou curiosa e gosto de ouvir as pessoas. Como gosto de viajar, acabei escrevendo muitas reportagens de viagens e turismo e produzi guias de viagem nacionais e internacionais. Adoro a vida cultural da cidade e descobrir lugares novos. Resolvi aliar o que eu gosto do que faço no meu tempo livre neste blog e compartilhar minhas dicas com moradores e visitantes.

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