Visite Björk Digital no MIS Agenda Cultural

O MIS – Museu da Imagem e do Som – recebe a mostra Björk Digital. Na exposição-instalação, tecnologia e arte se unem para ilustrar de forma contemporânea e artística as imagens poéticas das músicas da cantora islandesa Björk.

A mostra, que estreou em Sydney (Austrália) em 2016 e já passou por Tóquio, Barcelona, Cidade do México, Moscou, Montreal, Londres e Los Angeles, entre outras, será apresentada pela primeira vez no Brasil. Com curadoria do MIF (Manchester Internacional Festival), a mostra é dividida em seis áreas compostas por realidade virtual e elementos audiovisuais imersivos que demandam a interação dos visitantes.

Björk Digital é um projeto de realidade virtual de Björk – conhecida por explorar os limites da vanguarda misturando música, arte visual e tecnologia – em colaboração com alguns dos maiores artistas visuais do mundo, como Andrew Thomas Huang e Jesse Kanda. A exposição-instalação traz seis trabalhos de Björk extraídos de seu penúltimo álbum, Vulnicura, lançado em 2015: Stonemilker, Black Lake, Mouth Mantra, Quicksand, Family e Notget. As obras, divididas em quatro salas do primeiro andar do MIS, podem ser vistas com óculos de realidade virtual.

Bjork – Avatar-Family3_Andrew Thomas Huang

Além dos seis vídeos, Björk Digital apresenta o projeto educativo Biophilia e uma sala de cinema onde o público confere diversos clipes da carreira da artista feitos por gênios do videoclipe como Michel Gondry e Spike Jonze. Biophilia e a sala de cinema estão expostos nas galerias do segundo andar do museu.

Saiba mais sobre cada uma das salas.

STONEMILKER O clipe da primeira música de Vulnicura recebe os visitantes. Dirigido por Björk em parceria com o premiado diretor Andrew Thomas Huang, foi filmado em uma praia de Grótta, Reykjavík, na Islândia.

BLACK LAKE O público é envolvido na experiência visceral da música Black Lake. O videoclipe foi dirigido pelo cineasta de moda e música, radicado em Los Angeles, Andrew Thomas Huang, e filmado nas highlands da Islândia. Black Lake foi criado especialmente para uma retrospectiva da cantora, realizada pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), em 2015.

MOUTH MANTRA e QUICKSAND Björk e o artista visual Jesse Kanda apresentam sua primeira colaboração na forma do vídeo brilhantemente claustrofóbico da música Mouth Mantra, onde o espectador é “atirado” para dentro da boca de Björk cantando. Ainda dentro do conceito 360 graus, Quicksand traz uma performance ao vivo de Björk, em Tóquio, capturada em realidade virtual aumentada. Com tecnologia desenvolvida pela Dentsu LabTokyo, Quicksand foi originalmente transmitido em todo o mundo em 360° on-line e agora é apresentado com elementos virtuais adicionais.

FAMILY e NOTGET Combinando imagens 3D de alta resolução, captura de movimento e controles interativos, a quarta sala apresenta Family e Notget, permitindo uma interação mais completa com a tecnologia VR. No vídeo em realidade virtual de Notget, dirigido por Warren Du Perez e Nick Thornton Jones, um avatar animado de Björk dança em um vibrante oceano. Dirigido por Andrew Thomas Huang com direção cocriativa de Björk e James Merry, Family é a peça central na “antologia VR” para Vulnicura, uma vez que fecha o arco emocional completo da jornada de Björk do desespero ao empoderamento.

BIOPHILIA A quinta sala conta com um projeto educativo, com tablets, onde é possível compor músicas. Esses aparatos foram criados para o álbum Biophilia (2011), que explora a relação entre o mundo natural e o tecnológico.

CINEMA/VIDEOCLIPES O público pode aproveitar o tempo livre em uma sala de cinema onde são exibidos dezenas de videoclipes da carreira da artista e trabalhos feitos por diretores como Michel Gondry e Spike Jonze. Entre os vídeos estão Army of Me (Michel Gondry), It’s Oh So Quiet (Spike Jonze), All Is Full of Love (Chris Cunningham), Venus as a Boy (Sophie Muller), Alarm Call (Alexander McQueen) Hidden Place (Inez & Vinoodh and M/M Paris), Pagan Poetry (Nick Knight) e Where Is the Line (Gabriela Fridriksdóttir).

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Durante o período da exposição, o MIS realizará diversas atividades dentro de sua programação regular que dialogam com o trabalho da artista, como o Cinematographo (sessões de filmes com trilha sonora ao vivo) e o Estéreo MIS (shows de músicos independentes de cena nacional). Além disso, o Museu promove o curso Björk: Paradigmas do Pós-humanismo.exe, que está com inscrições abertas. À luz de teóricas feministas como Donna Haraway, Judith Butler e Paul Beatriz Preciado, bem como pensadores como Deleuze, Nietzsche e Foucault, o curso Björk: Paradigmas do Pós-humanismo.exe explora tópicos relacionados à indústria cultural, o devir-ciborgue, a tecnocultura, e a desterritorialização dos corpos – em uma jornada tão pulsante quanto uma música de Björk. Divido em quatro encontros o curso é ministrado por Alisson Prando, filósofo e pesquisador com as temáticas de gênero, sexualidade e feminismo. Os encontros acontecem em julho, nos dias 11, 16, 18 e 23, das 19h às 22h e o investimento é de R$120,00. Mais informações aqui.

A exposição é apresentada pelo Ministério da Cidadania e Vivara, e tem patrocínio do UOL, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.  A produção fica a cargo da Dueto Produções.

Ingressos

Os ingressos antecipados podem ser adquiridos no site e aplicativo Ingresso Rápido. Os valores são R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada). O ingresso antecipado dá acesso direto à exposição, no horário de sessão escolhido.

 

Sobre Björk Nascida em 1965, em Reykjavík (Islândia), Björk é uma artista multidisciplinar que, inúmeras vezes, inovou na música, arte, moda e tecnologia. Da composição, arranjos e a produção de um extenso catálogo musical, às experiências em realidade virtual e aplicativos digitais, Björk continua a inspirar e experimentar, redefinindo os limites de como um músico trabalha.

Björk Digital
Data
18 de Junho a 18 de agosto de 2019
Local Espaço Redondo, Espaço Expositivo 1º andar e Espaço Expositivo 2º andar
Horário Terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h (Permanência até duas horas após a última entrada)
Ingressos R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada) Ingressos antecipados aqui
(Terça-feira entrada gratuita)
Classificação indicativa 14 anos

Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 18
Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.


Meu nome é Patrícia Ribeiro. Sou formada pela Faculdade Cásper Líbero e já trabalhei como editora e repórter em revistas, jornais, sites e em assessoria de imprensa. Adoro contar histórias, sou curiosa e gosto de ouvir as pessoas. Como gosto de viajar, acabei escrevendo muitas reportagens de viagens e turismo e produzi guias de viagem nacionais e internacionais. Adoro a vida cultural da cidade e descobrir lugares novos. Resolvi aliar o que eu gosto do que faço no meu tempo livre neste blog e compartilhar minhas dicas com moradores e visitantes.

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